Blue Butterfly
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fevereiro 05, 2006


As horas


Hoje revi o filme As Horas (The hours) que já tinha visto em 2002 numa sala de cinema.

the-hours-poster01.jpg

O filme é tão completo a nível de emoções e de mensagens de vida, que não está ao alcance de todos. Lembro-me perfeitamente da quantidade de pessoas que abandonaram o cinema a meio do filme e de algumas aquém falei dele que me perguntam como é possível eu tê-lo com um dos filmes “da minha vida”.


E porque estou eu a falar deste filme? A resposta é bastante simples.


 


(A ti…)


Muitas vezes vemo-nos confrontados com decisões difíceis mas que podem mudar o curso de toda uma vida. Existem sempre muitas saídas para as nossas escolhas, até aquela em que se torna uma mentira numa verdade tão forte que até o seu criador passa a acreditar nela.


E é então que a linha que, supostamente, separa a sanidade da insanidade é muito fina, mesmo para quem tem uma vida hipoteticamente feliz e completamente normal. Mesmo para quem passa a vida a gritar ao vento que está bem com o mundo, com eles mesmos, com a vida, que é feliz e que a sua consciência está serena e nada lhe dita em contrário.


Criam-se máscaras, personagens, fantoches, vivências distorcidas e frustrações demasiadamente bem camufladas com manobras de divergência de atenções. Criam-se concordâncias de conveniência e benevolência para que não se veja para além disso, para além do que se diz, antes que alguém veja um pouco dessa imagem que é reflectida no espelho da casa de banho.


Ninguém sabe na realidade quem somos, quem fomos, o que fizemos e o que seremos capazes de fazer. Porque nunca ninguém sabe tudo da vida de ninguém, e ninguém sabe dela tão bem como nós.


Mas o que importa tudo isso quando o som dos aplausos emudece as palavras que nunca saíram e permite acreditar que somos o que os outros desejam ser, que temos os que outros desejam ter?


 


Uma das coisas que mais aprecio na vida é gostar da genuinidade das coisas, e estas, não são perfeitas, estão longe disso. Mas são genuínas.



Publicado por BButerfly em 10:22 PM

fevereiro 03, 2006


A Luz


Hoje brilhou uma luz e eu vi-a! Não acreditam? A sério, eu vi uma luz!
Vi-a com tal clareza e compreendi–a de tal forma que ainda estou em plena contemplação da quantidade de informação que assimilei ao mesmo tempo!


Uma vez, disseram-me que eu ia ver esta luz, e foi verdade!
Realmente é maravilhosa esta coisa...
É que quando nos apercebemos do quanto inútil é mostrar um borrão de tinta preta numa folha branca a um néscio, com alguma crença ou expectativa e depois se recebe a resposta: - folha… borrão… preto...


 - Não, a sério… pensa lá um bocadinho.
Borrão…
 - Faz lá um esforço.
Preto!!!
 - A sério, não te faz lembrar nada… Pensa.
És mesmo estúpida.


É quando nos apercebemos que a inépcia é tal que realmente é missão impossível e nada mais nos resta que a desistência ou a conformação.


 


Informo que este blog também viu a luz.



Publicado por BButerfly em 09:36 PM